Jaume Plensa é um artista plástico espanhol, natural de Barcelona, nascido em 1º de janeiro de 1955, uma data emblemática, assim como é seu trabalho: não passa despercebido. A primeira coisa que me chama a atenção em Jaume Plensa, é qualidade do seu trabalho. E aí incluo todo o processo: do planejamento à execução. Logicamente isso se materializa em obras de alto impacto visual, que impressionam pela dificuldade, pelo cuidado estético, e pela forma democrática com que se comunica com o público de qualquer nação.
Suas esculturas são de grandes dimensões, e sua elaboração exige um trabalho interdisciplinar, no qual, com frequência, Jaume Plensa recorre à profissionais da área de tecnologia da informação, da engenharia, da mecânica e o que mais faça falta para garantir sua execução com seu crivo de qualidade. Ou seja, um trabalho que possui as mãos de diversas competências profissionais, facilmente atinge as distintas mentes das pessoas que as admiram.
Tão jovem e já tem um repertório gigantesco de trabalhos, a maioria deles de complexa execução. Além das esculturas, Jaume Plensa também realiza obras em suporte de papel em diversas técnicas, colagens, fotografias e desenhos (do figurativo ao abstrato). Em tudo há uma coerência impressionante.
Tem nove livros publicados. Como era de se esperar, o próprio livro, sem contar o conteúdo, é outra obra de arte criada por ele —esculturas para serem lidas.
Faz cenografia para ópera e teatro, onde também coloca em prática sua vocação para criação de grandes estruturas.
Seu trabalho em espaços públicos instigam o transeunte com o efeito surpresa, pois muitas vezes suas obras literalmente emergem de lugares inesperados. Ele também está em inúmeras exposições em museus, com suas instalações surpreendentes. Mas na minha opinião, onde ele é “mais ele” é no espaço público. É no lugar aberto onde ele se comunica com todo mundo, onde qualquer um pode ver, e se deter observando e pensando o tempo que desejar, sem a formalidade das quatro paredes.
Jaume Plensa é um artista completo, que transita por todas as áreas das artes plásticas com muita intimidade. Imagino como deve ser trabalhar com ele dentro de seus rigorosos padrões de qualidade, pois detrás deste homem de fala mansa e tranquila, sem dúvidas existe uma fera decidida a alcançar seus objetivos; assim seu trabalho também adquire uma função educativa e altamente respeituosa por todo o mundo, pois suas obras viajam pelos continentes.
Texto: Maria Pilar Arantes
Fonte de todas as imagens – site de Jaume Plensa: www.jaumeplensa.com

Polyester resin and marble dust, 1,200 x 437 x 351 cm
(Praia de Botafogo, Rio de Janeiro)

Painted stainless steel, 850 x 540 x 540 cm
(Korea do Sul)

Polyester resin and marble dust, 1200 x 367 x 510 cm
(Madrid, Espanha)

Glasstress White Light / White Heat. Palazzo Cavalli-Franchetti, Collateral Event of the 55th Venice Biennale, Italy 2013. Collection The Flag Art Foundation, New York
Cast iron, 703 x 320 x 92 cm
(Veneza, Itália)

Installation view at Human Landscape, Cheekwood Estate & Gardens, Nashville, Tennessee 2015. Private Collection, USA
Stainless steel, 400 x 400 x 300 cm each
(EUA)

Installation view at Yorkshire Sculpture Park, Wakefield, UK 2011
Bronze and tree, 7 elements of variable x 66 x 99 cm

Installation view at Mario Mauroner Contemporary Art, Salzburg, Austria 2003
Mixed media, water pump and water, 23 elements of variable dimensions

140 x 200 cm
Etching; Ed. of 1

70 x 100 cm
Engraving on aluminum; Ed. of 30


Opera Garnier, Paris, France, 2007
Gran Teatre del Liceu, Barcelona, Spain, 2007
Opera House, Kobe / Tokyo, Japan, 2007

Mixed media on paper, 220 x 200 cma 094
